sexta-feira, 18 de abril de 2008

Poder de Escolher

Hoje, é sexta feira,.......lindo dia de sol no coração de todos, muita luz e harmonia.


Existe uma presença e um poder dentro de nós que nos orienta e nos guia, tornando nosso caminho fácil e suave. Nós só precisamos tomar consciência desse poder e deixar que ele trabalhe para nós.

Quase sempre, quando acordamos de manhã, pulamos da cama e começamos a querer abrir nosso caminho, mantendo o controle sobre tudo.

Mas não é assim que esse poder trabalha.

Manter o controle sobre a vida seria igual a tentar controlar as batidas do coração, a respiração, a digestão dos alimentos, enfim, controlar as funções incontroláveis do nosso organismo.

Se você tentar fazer isso, vai perturbar o ritmo natural dos processos do seu corpo.

A melhor coisa que podemos fazer pelo nosso corpo é alimentá-lo saudavelmente, praticar exercícios que nos dêem prazer e deixar que a inteligência que existe em nosso corpo tome conta do resto.

A melhor coisa que podemos fazer por nossa vida é ter pensamentos positivos e amorosos, perdoar os outros, ter carinho por nós mesmos e deixar agir a inteligência do universo criando tudo aquilo que possa servir para o nosso maior bem-estar e completa alegria.

Dessa forma, tudo acontece suavemente. O poder que nos criou nos deu o poder de criar nossas vidas, o poder de escolher nossos pensamentos.

Essas escolhas constroem nosso futuro.

Se escolhemos a raiva, a agressão e o ressentimento, vamos criar apenas mais raiva, agressão e ressentimento.
Se queremos amor, precisamos ter pensamentos amorosos.
Se queremos alegria, precisamos pensar em alegria.
Se queremos sentir paz e calma, precisamos ter pensamentos pacíficos.
Se queremos prosperidade, precisamos abrir nossa mente para ela".

Louise Hay

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Momentos de reflexão

"Qualquer um pode zangar-se - isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa - não é fácil."
Aristóteles

Juizes adotam linguajar das ruas para orientar menores infratores

4/04/2008 - 07h51 - Globo
Como no documentário "Juízo", magistrados procuram falar língua da rua para explicar leis.
Novo titular da Vara de Infância e Juventude também é 'estudioso' do vocabulário do crime.
Aluizio Freire Do G1, no Rio
“Se você não tomar jeito, vai voltar pra rua e acabar levando uns pipocos (tiros)”. O alerta, por mais estranho que possa parecer, é feito por uma magistrada. Para se fazer entender nos interrogatórios de menores, a juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho procura falar a língua dos meninos de rua em vez de usar os tradicionais jargões jurídicos. No documentário “Juízo”, da diretora Maria Augusta Ramos, ela representa o seu próprio papel. Outros juízes também passaram a usar da linguagem 'fácil' para facilitar a comunicação com os adolescentes infratores.

Mas não pensem que Luciana faz o papel de boazinha o tempo todo. Se precisar, a juíza de 36 anos e 1,48 m de altura “pega pesado” e pode se transformar num capitão Nascimento. “Procuro usar a linguagem do réu, que se utiliza de gírias. É uma técnica de interrogatório para descobrir a verdade real e me aproximar, para que eles entendam o que estamos falando”, explica.
A novidade, no entanto, não é bem vista por todos. “Já recebi críticas ao meu trabalho de alguns colegas. Mas tudo bem. Acho que o risco é o magistrado perder o respeito. Uma nova postura judiciária é importante para se aproximar das pessoas. A população não é um ser intocável”, afirma.

Dialetos
Mãe de três filhos - uma adolescente de 14 anos, do primeiro casamento, um menino de 8 anos e um bebê de 1 ano e meio -, Luciana diz que sempre se interessou pelo direito criminal. “Tenho curiosidade em conviver e observar o submundo, conhecer seus dialetos. Na verdade são vários guetos”, afirma. “Conhecer essas expressões novas da garotada ajuda na experiência de vida do juiz”, acrescenta.

Um dos episódios que chama a atenção no documentário é quando a juíza, durante uma audiência, decide que um adolescente ficará em L.A. Ele volta para sua última noite no cárcere e se depara com uma rebelião. Consegue fugir, no meio da confusão. O filme deixa claro que, se ele soubesse que L.A. significa liberdade assistida, talvez tivesse resistido mais um dia no instituto, apesar da rebelião.

Desmistificar a Justiça
O documentário reúne imagens captadas durante quatro dias na 24ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro no período em que a juíza Luciana era a titular. Ao todo foram 50 audiências. Atualmente, ela atua na comarca de Paracambi, na Baixada Fluminense.

Além de filmar audiências, “Juízo” entrou nos corredores do Instituto Padre Severino, uma unidade de internação provisória, sob a responsabilidade do Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (Degase) para onde são levados os infratores.
Para o juiz Marcius da Costa Ferreira, 45, que tomou posse no dia 1º de abril como titular da Vara de Infância e Juventude da Capital, substituindo o juiz Guaraci Vianna, que foi promovido ao cargo de desembargador, “é preciso desmistificar a Justiça”. “O magistrado, principalmente no nosso caso, quando se manifestar, deve ser preciso, claro e objetivo”, diz ele, também adepto do aprendizado da língua das ruas.
Ferreira afirma ainda que “o menor infrator costuma entender as coisas melhor que a gente”. E dá o exemplo de uma audiência com um jovem que entrava na idade adulta e já havia cumprido pena como usuário de drogas. “Disse-lhe que ele teve passagem como menor e que teria a suspensão condicional do processo. E agora a coisa ia ficar preta, se ele vacilasse. O bicho ia pegar”, explicou.

Para surpresa do magistrado, quando perguntou ao rapaz se havia entendido bem o que ele tinha dito, recebeu a seguinte resposta: “Entendi, sim. Vou ter que ficar como o filho do Zico?”. O juiz retrucou: “Como?”. E o menino emendou: “Só no sapatinho” (em referência ao nome do grupo de pagode de Bruno Coimbra).

Delegado serve de tradutor para juízes

Quando eles (juízes) não sabem o significado de uma gíria disparada pelos menores infratores, recorrem aos 'universitários'. Quem brinca com a história é o delegado Deoclécio Francisco de Assis Filho, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, acostumado com o linguajar dos meninos de rua.

“Tenho amigos juízes que às vezes me procuram para ajudar a traduzir uma palavra dita pelos garotos. Em alguns casos, nem no contexto da frase é possível matar a charada. É preciso conhecer a língua deles”, afirma Assis Filho, que elogia a iniciativa da juíza Luciana Carvalho.

“Os garotos chegam aqui falando ‘pô, doutô, tomei uma volta (foi levado a participar de uma ação criminosa)’, por exemplo. Para interrogá-los, é preciso saber o significado disso”, afirma o delegado.

Gírias das ruas

“Eu não estava com o bagulho” – Não portava drogas
“Levei um bote” – Flagrado fumando maconha
“Os caras me esculacharam só porque eu tava queimando um” – Espancado por policiais quando pego fumando maconha
“Eu tava caretaço” - livre de qualquer efeito da maconha
“Ando sussu total” – sossegado
“Fiquei no maior pifão” – bebedeira
“Eu não tava chapado” – sob efeito de drogas
“Tô na maior nóia – preocupado
“Dei só uns tapinhas” – tragadas
“É pra matar a lara” - matar a fome química
“Pintou sujeira” – situação de perigo
“Dançou” – usuário flagrado fumando

Juridiquês
Apelo extremo: recurso extraordinário
Diploma provisório: medida provisória
Ergástulo público: cadeia
Exordial acusatória, peça increpatória, peça acusatória inaugural: denúncia
Peça incoativa, petição de intróito, peça-ovo: petição inicial
Remédio heróico: mandado de segurança


Qual a sua opinião sobre o assunto?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dica: Modelo de Resenha

Modelo de Resenha

1. Referência bibliográfica
Fazer a referência bibliográfica completa da obra resenhada de acordo como manual da faculdade; é recomendável, no caso de resenhas, colocar aqui somente à referência da obra que foi analisada.

2. Apresentação do/a autor/a da obra
Apresentar-se um autor falando dos principais fatos relacionados à sua vida: local e ocasião de nascimento, formação acadêmica, pessoas que exerceram influência teórica sobre sua obra, fatos que teriam marcado sua vida e, consequentemente, sua forma de pensar.

3. Perspectiva teórica da obra
Toda obra escrita pertence a uma determinada perspectiva teórica; é muito importante saber a que tradição/escola teórica pertence o/a autor/a da obra que se está analisando, pois isso permite compreender a forma como está organizada, bem como a lógica da argumentação utilizada; quando se reconhece a perspectiva teórica do/a lógica da argumentação utilizada; quando se reconhece a perspectiva teórica do/a autor/a, sabe-se o que se pode esperar da obra que será analisada.

4. Breve síntese da obra
Antes de começar a análise de uma obra, é muito importante procurar ter uma visão panorâmica desta; isto pode ajudar a visualizar o começo, o meio e o fim da obra, permitindo saber de onde parte e para onde vai o /autor/a na sua argumentação; esta parte da resenha (somente esta!) pode ser feita na forma de um esquema.

5. Principais teses desenvolvidas na obra
Depois de tudo preparado se pode analisar o conteúdo da obra de forma propriamente dita; o objetivo é traçar as principais teses do/a autor/a e não resumir a sua obra (resenha não é resumo); é preciso ler com muita atenção para se apreender o que é fundamental no pensamento do/a autor/a.

6. Reflexão crítica sobre obra e implicações para o ministério
Depois de apresentar e compreender o/a autor/a e sua obra, deve-se traçar alguns comentários pessoais sobre o assunto, ancorados em argumentos fundamentados academicamente. Além disso, exige-se que o aluno aplique os principais temas da obra integrando-os ao seu contexto ministerial. Este corresponde a 50% de seu trabalho.

Mãos a obra!!!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

AGIR FAZ A DIFERENÇA

Um pensamento para reflexão

"Se você pensa que pode, ou sonha que pode, comece. Ousadia tem genialidade, poder e mágica. Ouse fazer e o poder lhe será dado." (Goethe)

Brasil prepara estratégia em cenário de invasão da Amazônia

quarta-feira, 9 de abril de 2008 19:52 BRT


Por Raymond Colitt

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil considera uma invasão estrangeira de grande escala na Amazônia como uma das possíveis ameaças à segurança, contra a qual as Forças Armadas precisam se preparar, disseram dois ministros na quarta-feira.

Eles apresentaram um relatório preliminar sobre um estudo, iniciado em setembro, a respeito das prioridades defensivas do país.

"Hoje a Amazônia é nosso maior foco de preocupações de segurança", disse o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

Em entrevista coletiva em Brasília, Unger disse que uma das potenciais ameaças seria "uma guerra assimétrica na Amazônia, ou seja, uma guerra contra uma potência muito superior, que nos forçaria a uma guerra de resistência nacional."

Outros cenários incluiriam uma ação militar de um país vizinho patrocinado por uma grande potência, bem como incursões de forças irregulares ou paramilitares, segundo ele.

Uma defesa adequada da maior floresta tropical do mundo exigiria um desenvolvimento sustentável e um plano de proteção ambiental. "Uma região vasta sem estruturas produtivas e sociais não pode ser defendida", afirmou Unger.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, insistiu que as autoridades avaliam cenários possíveis, não prováveis.

"Não há nenhum país ameaçando o Brasil, mas precisamos de uma força dissuasiva para a remova possibilidade de que [uma invasão] aconteça", disse Jobim na entrevista coletiva.

O governo está mapeando potenciais riscos de defesa para guiar as Forças Armadas em futuras aquisições bélicas, bem como no treinamento e deslocamento de tropas, segundo os ministros.

"De todos os grandes países na história do mundo moderno, o Brasil é de longe o menos beligerante", disse Unger. "Mas isso não nos isenta da necessidade de nos defender."

Muitos militares e diplomatas brasileiros alertam para interesses estrangeiros nos recursos naturais da Amazônia. Eles citam organizações não-governamentais e pesquisadores acusados de roubar o conhecimento de plantas medicinais para seu uso na biotecnologia.


quarta-feira, 9 de abril de 2008

sugestão de Leitura: "o Poder soberano e a vida nua ". Agamben, Giorgio

Giorgio Agamben é o autor dos cambiantes mais interessantes, inovadores e inquietantemente radicais que matizam o presente pensamento europeu. Com uma intensidade que se emancipa dos percursos rotineiros do pensamento filosófico e político actual e que é vantajosamente acompanhada pelo rigor quase geométrico com que constrói as suas obras, Agamben repensa e questiona o tempo actual, a política contemporânea que "em todo o planeta desarticula e esvazia tradições e crença, ideologias e religiões, identidades e comunidades", rearticulando-a com a ontologia. «O Poder Soberano e a Vida Nua», ou a vida política qualificada e a vida natural, o homem como sujeito político ou como animal vivo, bíos e zoé (perfeitamente distintos para os Gregos), foram progressivamente entrando numa zona de indiferenciação na qual a vida nua se foi tornando súbdita do Poder Soberano e a política foi assumindo contornos de uma biopolítica. De Aristóteles a Auschwitz, do Habeas Corpus às Declarações de Direitos, esta obra procura decifrar os enigmas que o nosso século coloca à razão histórica, numa das mais inteligentes reflexões sobre o nosso tempo.