sexta-feira, 25 de abril de 2008

Amilcar Neves - A respeito de índios, florestas e militares

Numa semana movimentada, recheada de notícias candentes - ou sensacionalistas - , alguns assuntos, talvez até mais importantes para o país, acabaram passando quase despercebidos. Foi, esta que passou, uma semana de aumento dos juros pelo Banco Central brasileiro, depois de um bom tempo de quedas continuadas nas taxas, por receio do retorno da inflação, esse velho e distante fantasma que tanto assombrou o nosso salário em tempos idos e dos quais, em sã consciência, ninguém pode ter saudades. Foi um período em que se anunciou, mais uma vez, outra fantástica reserva de petróleo sob as águas dos nossos mares, apesar de a Petrobrás não haver confirmado a descoberta, divulgação feita antes do tempo por quem não poderia fazê-lo mas que impulsionou para cima as bolsas de valores de todo o mundo, tão abaladas, recentemente, pela crise financeira em que se enredaram os Estados Unidos.Nesta semana que passou, o Florianópolis venceu o Minas por 3 a 2 no Rio de Janeiro e sagrou-se campeão da Superliga de Vôlei, a elite nacional de um esporte em que o Brasil tem sido o melhor do mundo. Mas foi também a semana em que a melhor equipe do campeonato catarinense de futebol se viu alijada da disputa final pelo título, em dois jogos: com o melhor ataque da competição (quase três gols por partida), disparado a defesa menos vazada (menos de um gol por jogo) e, com vistosa folga, com o artilheiro do campeonato (Vandinho fez, na média, quase um gol por partida), o Avaí naufragou em casa, em um gramado pesadíssimo pela água que caiu com gosto por mais de 27 horas - empatou em um tento com o Criciúma, depois de sofrer (segundo a torcida) três pênaltis não marcados pelo árbitro, colocar três bolas na trave e ver invalidadas três jogadas em que balançou as redes adversárias.Foi acima de tudo, porém, mais uma semana dominada pelos noticiários exaustivos e pelas reportagens bombásticas, tanto na televisão quanto nos jornais, sobre a morte de Isabella Nardoni, criança que completaria seis anos na sexta-feira que passou: com ferimentos provocados por agressões físicas e asfixiada durante três minutos, a menina foi jogada - inconsciente e ainda viva - da janela do apartamento em que moravam seu pai e a madrasta (que o politicamente correto, agora, insiste em chamar pateticamente de "mãe do coração"). Os dois adultos são os grandes suspeitos do assassinato. Aliás, não existe até o momento qualquer outro suspeito deste crime, um apenas entre milhares de crimes praticados todas as semanas contra a infância, a começar pela falta de atenção e de escola: agredidas de todas as formas, inconscientes dos seus direitos e ainda vivas, elas vagam perdidas pelas nossas ruas.Mas foi marcada, a semana que passou, pela declaração preocupante de um militar: o general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, criticou a política indigenista do governo federal (a que serve e ao qual deve obediência sob pena de quebra de hierarquia, o pecado mais horroroso que um soldado pode cometer, segundo eles mesmos), tachando-a de "caótica" e "lamentável" em palestra proferida no Clube Militar, uma espécie de associação de lazer e ócio freqüentada por oficiais de alta patente, já na reserva, saudosos dos tempos em que conspiravam na ativa. Sua inspiração para o emprego dos adjetivos foi a demarcação pendente de terras indígenas em Roraima, em região invadida por rizicultores com suas culturas de arroz: parece que, no Brasil, índio ainda é estorvo e floresta só atrapalha o progresso, isto é, o dinheiro privado obtido às custas da exploração dos bens e do patrimônio públicos.Militar se metendo em política ainda não inquieta, mas incomoda: democracia neles, já.

Mais uma de células tronco!

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=518883

Uma comunidade no orkut relacionada com as células tronco (Posição favorável).

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O caso Isabella

Hélio Schwartsman, folha on line

Relutei o quanto pude em comentar o caso do assassinato da pequena Isabella Nardoni. Não importa quem seja o autor do crime, o resultado é o mesmo: uma tragédia pessoal e familiar. Como há um homicídio a esclarecer, é inevitável que as autoridades policiais escarafunchem todos os aspectos da história, mas isso não significa que o grande público deva participar de tudo e acompanhar "on line" cada novo desdobramento das investigações. Até para que a família possa viver o luto, seria necessário um certo distanciamento. Receio, entretanto, que os limites do decoro tenham sido quebrados pela perversa combinação de uma imprensa ávida por sensacionalismo com declarações irresponsáveis de autoridades policiais e judiciárias. Tudo isso, é claro, motivado pelo desejo das pessoas de saber tudo a respeito desse macabro episódio.

É justamente sobre a natureza desse desejo que gostaria de lançar algumas observações na coluna de hoje. Por que o assassinato de crianças nos toca mais do que homicídios envolvendo adultos? Por que a simples possibilidade de o pai ser um dos suspeitos transforma uma ocorrência policial em comoção nacional?

Parte da resposta está na biologia. Bebês e crianças comovem e mobilizam nossos instintos de cuidadores. Estes serezinhos foram "desenhados" com características que exploram os vieses sensórios de seus pais e de adultos em geral. Tais traços, especialmente os faciais, são há décadas conhecidos de artistas como Walt Disney. O que torna Mickey Mouse fofinho e não repulsivo como a maioria dos murídeos? Como observa Marc Hauser em "Moral Minds", "a cabeça muito maior do que o corpo e os olhos grandes em relação ao rosto (...) são como doces visuais, irresistíveis para nossos olhos".

A circuitaria cerebral responsável por esse, digamos, "amor às crianças" é comum a vários mamíferos. Também julgamos fofinhos filhotes de cães, gatos e até de animais perigosos como ursos (lembrem-se de Knut) e tigres. A adoção inter-espécies não é um fenômeno de todo incomum. Cadelas, lobas e gatas freqüentemente criam filhotes abandonados de outros bichos. Há até dois casos de bebês humanos que caíram em jaulas de gorilas em zôos americanos e foram socorridos por fêmeas dessa espécie.

Só que as coisas são um pouco mais complicadas. Apenas achar um bebê engraçadinho não é em absoluto garantia de que cuidaremos bem dele. A natureza, à parte algumas idealizações românticas de ecologistas empedernidos, é cruel. Não foram raras as situações do passado darwiniano nas quais tínhamos várias crianças fofinhas para cuidar e pouco ou nenhum recurso. Daí que nós e outras espécies desenvolvemos o hábito, hoje condenável, de sacrificar os bebês que nos parecessem mais fracos (infanticídio) ou que portassem defeitos congênitos (eugenia).

A biologia é uma eterna corrida armamentista entre indivíduos. Para espécies sociais como a nossa, o jogo se dá num ambiente de cooperação, mas isso não impede que os interesses de homens e mulheres, pais e filhos, irmãos e irmãs divirjam. A disputa se dá então no nível da "sintonia fina", e com as regras ditadas por "gargalos" ambientais.

Enquanto nossos bebês nasciam aos borbotões e morriam em proporções equivalentes --situação que perdurou durante 99,9% de nossa história evolutiva--, víamos o óbito de filhos como um fenômeno, senão natural, pelo menos esperado. É só sob condições ótimas que o amor e a dedicação paternos podem prosperar com maior força.

O historiador francês Philippe Ariès (1914-1984), autor de "A Criança e a Vida Familiar sob o Antigo Regime" (1960), mostra bem as mudanças culturais que estão por trás do amor que hoje sentimos pelos nossos filhos.

A idéia de que os filhos devem ser amados é antes de mais nada uma criação recente. Durante a Idade Média era menos do que uma abstração. Em sua configuração moderna, o conceito só surge na Europa nos séculos 16 e 17 e entre os mais ricos. Ele se dissemina pelos outros estratos apenas em finais do século 19 e início do 20 --quando as taxas de fecundidade e mortalidade infantil baixam significativamente.

É verdade que os trabalhos de Ariès sofreram fortes críticas, algumas convincentes. Poucos, porém, contestam a tese central de que a infância no "ancien régime" era vista de um modo muito diverso do de hoje.

Uma criança não passava de um projeto de adulto, só que com mais desvantagens. As últimas características que esses serezinhos desenvolviam eram a razão e a lógica, o que os tornava verdadeiros débeis mentais à espera do sopro da inteligência.

A noção de que pudesse haver alguma especificidade da infância soaria exótica. Pais não viam, por exemplo, nenhum inconveniente em fazer sexo diante de seus filhos de sete, oito anos em atitude que horrorizaria os educadores de hoje. Para Ariès, a função da família no antigo regime era basicamente a de perpetuar o patrimônio e os costumes. O amor aos filhos, tornado central para a família contemporânea, era perfeitamente dispensável então. Ele só vai se desenvolver plenamente com o advento da família burguesa e sob o tempero de puericultores como Rousseau, Pestalozzi e, mais recentemente, Montessori e Piaget, sem mencionar os infindáveis autores de manuais que pretendem trazer o "modo de usar" de filhos e enteados.

À luz dessas reflexões, o assassinato de uma garotinha de apenas cinco anos desponta como duplamente horroroso. Contraria não apenas a disposição biológica inata de preservar as crianças como também o mais recente movimento cultural de valorização da infância. O fato de o pai, pelas circunstâncias do crime, figurar na lista de suspeitos é apenas o ingrediente que faltava para os chamados abutres da imprensa se lambuzarem no caso como moscas no mel. Não por acaso, são os mesmos componentes que transformaram o desaparecimento da jovem Madeleine McCann de uma praia do Algarve em "hit" mundial.

Voltando à teoria, críticos da abordagem sociobiológica se queixam de que essa visão transforma nossos sentimentos mais nobres em mera análise probabilística. É como se nossos corações fossem máquinas de calcular riscos, a partir dos quais decidiríamos atuarialmente quem deve ou não ser amado. É uma interpretação, reconheço. Mas, o bonito no darwinismo é justamente que não faz muita diferença se os comportamentos adotados pelos indivíduos são genuínos ou afetados. O resultado tende a ser mais ou menos o mesmo. A intencionalidade e o livre-arbítrio talvez sejam conceitos biologicamente menos reais do que o direito e a teologia gostariam.


Comentem...

Será que isto é solidariedade?


Poder de Escolher

Hoje, é sexta feira,.......lindo dia de sol no coração de todos, muita luz e harmonia.


Existe uma presença e um poder dentro de nós que nos orienta e nos guia, tornando nosso caminho fácil e suave. Nós só precisamos tomar consciência desse poder e deixar que ele trabalhe para nós.

Quase sempre, quando acordamos de manhã, pulamos da cama e começamos a querer abrir nosso caminho, mantendo o controle sobre tudo.

Mas não é assim que esse poder trabalha.

Manter o controle sobre a vida seria igual a tentar controlar as batidas do coração, a respiração, a digestão dos alimentos, enfim, controlar as funções incontroláveis do nosso organismo.

Se você tentar fazer isso, vai perturbar o ritmo natural dos processos do seu corpo.

A melhor coisa que podemos fazer pelo nosso corpo é alimentá-lo saudavelmente, praticar exercícios que nos dêem prazer e deixar que a inteligência que existe em nosso corpo tome conta do resto.

A melhor coisa que podemos fazer por nossa vida é ter pensamentos positivos e amorosos, perdoar os outros, ter carinho por nós mesmos e deixar agir a inteligência do universo criando tudo aquilo que possa servir para o nosso maior bem-estar e completa alegria.

Dessa forma, tudo acontece suavemente. O poder que nos criou nos deu o poder de criar nossas vidas, o poder de escolher nossos pensamentos.

Essas escolhas constroem nosso futuro.

Se escolhemos a raiva, a agressão e o ressentimento, vamos criar apenas mais raiva, agressão e ressentimento.
Se queremos amor, precisamos ter pensamentos amorosos.
Se queremos alegria, precisamos pensar em alegria.
Se queremos sentir paz e calma, precisamos ter pensamentos pacíficos.
Se queremos prosperidade, precisamos abrir nossa mente para ela".

Louise Hay

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Momentos de reflexão

"Qualquer um pode zangar-se - isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa - não é fácil."
Aristóteles

Juizes adotam linguajar das ruas para orientar menores infratores

4/04/2008 - 07h51 - Globo
Como no documentário "Juízo", magistrados procuram falar língua da rua para explicar leis.
Novo titular da Vara de Infância e Juventude também é 'estudioso' do vocabulário do crime.
Aluizio Freire Do G1, no Rio
“Se você não tomar jeito, vai voltar pra rua e acabar levando uns pipocos (tiros)”. O alerta, por mais estranho que possa parecer, é feito por uma magistrada. Para se fazer entender nos interrogatórios de menores, a juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho procura falar a língua dos meninos de rua em vez de usar os tradicionais jargões jurídicos. No documentário “Juízo”, da diretora Maria Augusta Ramos, ela representa o seu próprio papel. Outros juízes também passaram a usar da linguagem 'fácil' para facilitar a comunicação com os adolescentes infratores.

Mas não pensem que Luciana faz o papel de boazinha o tempo todo. Se precisar, a juíza de 36 anos e 1,48 m de altura “pega pesado” e pode se transformar num capitão Nascimento. “Procuro usar a linguagem do réu, que se utiliza de gírias. É uma técnica de interrogatório para descobrir a verdade real e me aproximar, para que eles entendam o que estamos falando”, explica.
A novidade, no entanto, não é bem vista por todos. “Já recebi críticas ao meu trabalho de alguns colegas. Mas tudo bem. Acho que o risco é o magistrado perder o respeito. Uma nova postura judiciária é importante para se aproximar das pessoas. A população não é um ser intocável”, afirma.

Dialetos
Mãe de três filhos - uma adolescente de 14 anos, do primeiro casamento, um menino de 8 anos e um bebê de 1 ano e meio -, Luciana diz que sempre se interessou pelo direito criminal. “Tenho curiosidade em conviver e observar o submundo, conhecer seus dialetos. Na verdade são vários guetos”, afirma. “Conhecer essas expressões novas da garotada ajuda na experiência de vida do juiz”, acrescenta.

Um dos episódios que chama a atenção no documentário é quando a juíza, durante uma audiência, decide que um adolescente ficará em L.A. Ele volta para sua última noite no cárcere e se depara com uma rebelião. Consegue fugir, no meio da confusão. O filme deixa claro que, se ele soubesse que L.A. significa liberdade assistida, talvez tivesse resistido mais um dia no instituto, apesar da rebelião.

Desmistificar a Justiça
O documentário reúne imagens captadas durante quatro dias na 24ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro no período em que a juíza Luciana era a titular. Ao todo foram 50 audiências. Atualmente, ela atua na comarca de Paracambi, na Baixada Fluminense.

Além de filmar audiências, “Juízo” entrou nos corredores do Instituto Padre Severino, uma unidade de internação provisória, sob a responsabilidade do Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (Degase) para onde são levados os infratores.
Para o juiz Marcius da Costa Ferreira, 45, que tomou posse no dia 1º de abril como titular da Vara de Infância e Juventude da Capital, substituindo o juiz Guaraci Vianna, que foi promovido ao cargo de desembargador, “é preciso desmistificar a Justiça”. “O magistrado, principalmente no nosso caso, quando se manifestar, deve ser preciso, claro e objetivo”, diz ele, também adepto do aprendizado da língua das ruas.
Ferreira afirma ainda que “o menor infrator costuma entender as coisas melhor que a gente”. E dá o exemplo de uma audiência com um jovem que entrava na idade adulta e já havia cumprido pena como usuário de drogas. “Disse-lhe que ele teve passagem como menor e que teria a suspensão condicional do processo. E agora a coisa ia ficar preta, se ele vacilasse. O bicho ia pegar”, explicou.

Para surpresa do magistrado, quando perguntou ao rapaz se havia entendido bem o que ele tinha dito, recebeu a seguinte resposta: “Entendi, sim. Vou ter que ficar como o filho do Zico?”. O juiz retrucou: “Como?”. E o menino emendou: “Só no sapatinho” (em referência ao nome do grupo de pagode de Bruno Coimbra).

Delegado serve de tradutor para juízes

Quando eles (juízes) não sabem o significado de uma gíria disparada pelos menores infratores, recorrem aos 'universitários'. Quem brinca com a história é o delegado Deoclécio Francisco de Assis Filho, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, acostumado com o linguajar dos meninos de rua.

“Tenho amigos juízes que às vezes me procuram para ajudar a traduzir uma palavra dita pelos garotos. Em alguns casos, nem no contexto da frase é possível matar a charada. É preciso conhecer a língua deles”, afirma Assis Filho, que elogia a iniciativa da juíza Luciana Carvalho.

“Os garotos chegam aqui falando ‘pô, doutô, tomei uma volta (foi levado a participar de uma ação criminosa)’, por exemplo. Para interrogá-los, é preciso saber o significado disso”, afirma o delegado.

Gírias das ruas

“Eu não estava com o bagulho” – Não portava drogas
“Levei um bote” – Flagrado fumando maconha
“Os caras me esculacharam só porque eu tava queimando um” – Espancado por policiais quando pego fumando maconha
“Eu tava caretaço” - livre de qualquer efeito da maconha
“Ando sussu total” – sossegado
“Fiquei no maior pifão” – bebedeira
“Eu não tava chapado” – sob efeito de drogas
“Tô na maior nóia – preocupado
“Dei só uns tapinhas” – tragadas
“É pra matar a lara” - matar a fome química
“Pintou sujeira” – situação de perigo
“Dançou” – usuário flagrado fumando

Juridiquês
Apelo extremo: recurso extraordinário
Diploma provisório: medida provisória
Ergástulo público: cadeia
Exordial acusatória, peça increpatória, peça acusatória inaugural: denúncia
Peça incoativa, petição de intróito, peça-ovo: petição inicial
Remédio heróico: mandado de segurança


Qual a sua opinião sobre o assunto?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dica: Modelo de Resenha

Modelo de Resenha

1. Referência bibliográfica
Fazer a referência bibliográfica completa da obra resenhada de acordo como manual da faculdade; é recomendável, no caso de resenhas, colocar aqui somente à referência da obra que foi analisada.

2. Apresentação do/a autor/a da obra
Apresentar-se um autor falando dos principais fatos relacionados à sua vida: local e ocasião de nascimento, formação acadêmica, pessoas que exerceram influência teórica sobre sua obra, fatos que teriam marcado sua vida e, consequentemente, sua forma de pensar.

3. Perspectiva teórica da obra
Toda obra escrita pertence a uma determinada perspectiva teórica; é muito importante saber a que tradição/escola teórica pertence o/a autor/a da obra que se está analisando, pois isso permite compreender a forma como está organizada, bem como a lógica da argumentação utilizada; quando se reconhece a perspectiva teórica do/a lógica da argumentação utilizada; quando se reconhece a perspectiva teórica do/a autor/a, sabe-se o que se pode esperar da obra que será analisada.

4. Breve síntese da obra
Antes de começar a análise de uma obra, é muito importante procurar ter uma visão panorâmica desta; isto pode ajudar a visualizar o começo, o meio e o fim da obra, permitindo saber de onde parte e para onde vai o /autor/a na sua argumentação; esta parte da resenha (somente esta!) pode ser feita na forma de um esquema.

5. Principais teses desenvolvidas na obra
Depois de tudo preparado se pode analisar o conteúdo da obra de forma propriamente dita; o objetivo é traçar as principais teses do/a autor/a e não resumir a sua obra (resenha não é resumo); é preciso ler com muita atenção para se apreender o que é fundamental no pensamento do/a autor/a.

6. Reflexão crítica sobre obra e implicações para o ministério
Depois de apresentar e compreender o/a autor/a e sua obra, deve-se traçar alguns comentários pessoais sobre o assunto, ancorados em argumentos fundamentados academicamente. Além disso, exige-se que o aluno aplique os principais temas da obra integrando-os ao seu contexto ministerial. Este corresponde a 50% de seu trabalho.

Mãos a obra!!!